Novos ataques contra a Arábia Saudita e embarcações no Golfo Pérsico elevaram a tensão no Oriente Médio neste domingo (13). Operadores do mercado de petróleo aguardam alta nos preços quando os pregões reabrirem na segunda-feira, diante do risco concreto ao abastecimento do maior exportador mundial.
Relatos oficiais e agências apontaram múltiplos incidentes: a UKMTO informou que um navio foi atingido por um projétil no Estreito de Ormuz, com incêndio e retirada da tripulação; o Irã relatou uma morte e quatro feridos em uma embarcação nacional. Na província saudita de Jazan, imagens divulgadas pela mídia estatal mostram danos a residências e a uma mesquita após um ataque atribuído aos houthis, que também dizem ter atingido uma base militar vizinha.
Os episódios do fim de semana incluíram drones que danificaram um oleoduto de 1.200 km que atravessa a Península Arábica — rota usada para contornar o Estreito de Ormuz e escoar petróleo saudita — e a captura da ilha de Perim, no Bab El-Mandeb, que controla a saída do Mar Vermelho. Fontes comerciais e compradores disseram à Reuters que os estoques em Yanbu podem sustentar exportações por apenas cinco a sete dias se a tubulação ficar fora de serviço; depois disso, até 4% do abastecimento global pode ser afetado, além das perdas já causadas por interrupções em Ormuz.
O impacto já se reflete nos preços: o petróleo ultrapassou US$100 na semana passada e o preço do diesel nos EUA chegou a recorde acima de US$6,20 o galão. Riad não detalhou a extensão dos danos nem os prazos de reparo — estimativas variam de dias a semanas — e imagens de satélite mostraram colunas de fumaça ao longo do oleoduto. A combinação entre a tomada de pontos estratégicos pelos houthis e a falta de transparência aumenta a incerteza, pressiona prêmios de risco e expõe vulnerabilidades logísticas que podem ampliar custos para consumidores e governos.