O principal chefe da organização de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, general Seyyed Majid Khademi, foi morto em bombardeios atribuídos aos Estados Unidos e a Israel, informou a própria corporação militar nesta segunda-feira (6/3). A perda atinge um dos postos mais estratégicos do aparelho de segurança iraniano em um momento de escalada regional.

Khademi comandava desde 2025 a estrutura responsável por monitorar ameaças internas e externas, contraespionagem e apoio a operações militares e políticas do regime. Em comunicado no Telegram, a Guarda Revolucionária qualificou a ação como “ataque terrorista e criminoso do inimigo americano-sionista” e descreveu o oficial como mártir; até o momento, Washington e Tel Aviv não se pronunciaram oficialmente.

A Guarda Revolucionária classificou a ação como “ataque terrorista e criminoso do inimigo americano-sionista”.

O episódio ocorre no contexto de uma nova ofensiva iraniana: Teerã lançou mísseis e drones contra alvos em Israel, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, numa sequência de confrontos que, após mais de um mês, já deixou milhares de mortos e provocou impactos na economia global. Em Haifa, equipes de resgate localizaram dois corpos sob escombros; em Qom, relatos indicam cinco mortos em área residencial. Infraestrutura civil em Teerã também foi danificada, com hospitais evacuados e abastecimento de gás comprometido.

A eliminação de um nome-chave da inteligência amplia a incerteza sobre a capacidade de coordenação do próprio Irã enquanto acelera a dinâmica de retaliação entre os lados. O comando militar iraniano avisou que futuras fases podem ser “muito mais devastadoras e amplas” se ataques a alvos civis prosseguirem, declaração que eleva o risco de novas represálias e de amplificação do conflito.

Politicamente, o caso complica a margem de manobra diplomática e aumenta a pressão sobre aliados e intermediários para conter a escalada. A ausência de reação oficial de Estados Unidos e Israel, somada às ameaças públicas de líderes, alimenta um ciclo de incerteza que tem efeitos econômicos e humanitários concretos na região — e deixa claro que o episódio é um retrato de uma crise em curso, não um desfecho.

Até o momento, Estados Unidos e Israel não comentaram oficialmente o episódio.