O Vaticano informou na noite de terça-feira que a cirurgia realizada para retirar uma pequena lesão no pulmão do papa Leão transcorreu com sucesso e "conforme o planejado". O procedimento ocorreu no hospital Gemelli, em Roma, poucas horas após a internação do pontífice, de 71 anos, para investigação do nódulo detectado em exame de rotina.

Segundo comunicado oficial, o chefe de cirurgia torácica do Gemelli, Stefano Margaritora, conduziu a operação. Ainda não foram divulgados detalhes sobre exames complementares feitos ao nódulo; especialistas citados pelo material-base destacam que apenas a análise anatomopatológica permitirá determinar se a lesão é maligna e se haverá necessidade de tratamento adicional.

Fontes médicas consultadas pelo Vaticano e especialistas ouvidos ressaltam que nódulos pulmonares são frequentemente benignos: a Sociedade Torácica Americana estima que menos de 5% se revelam cancerígenos, embora o risco aumente com a idade e fatores como tabagismo. Federico Venuto, do Policlinico Umberto I, afirmou que remoções desse tipo costumam ser minimamente invasivas e têm baixa taxa de complicações.

O papa deve permanecer internado para recuperação por cerca de uma semana e todos os compromissos públicos foram cancelados até 20 de outubro. A operação, realizada de forma célere, aumenta as chances de que a viagem programada a Uruguai, Argentina e Peru, entre 6 e 17 de novembro, possa ser mantida — mas a agenda agora dependerá da evolução clínica. A pronta intervenção também evita especulações prolongadas sobre a saúde do pontífice e reduz, no curto prazo, riscos institucionais relacionados a ausências prolongadas.