A menos de três meses do primeiro turno, 11 pré-candidatos foram oficialmente lançados na corrida ao Palácio do Planalto, segundo levantamento da BBC News Brasil. O Agregador de Pesquisas da BBC, com dados até 16 de julho, coloca Luiz Inácio Lula da Silva na frente nas simulações de primeiro e segundo turno. Na estimativa agregada para o segundo turno, Lula aparece com cerca de 40% contra 32% de Flávio Bolsonaro, patamar que revela liderança, mas não hegemonia.

A confirmação da chapa petista — Lula, de 80 anos, com Geraldo Alckmin novamente como vice — reforça a aposta do governo em continuidade. A oficialização, feita no fim de março após a saída de 14 ministros para concorrer, transforma a reeleição em principal eixo da disputa. Politicamente, a candidatura presidencial de um chefe de Executivo em exercício amplia o escrutínio sobre a gestão: custos fiscais, entregas de governo e desgaste deverão ser explorados pela oposição ao longo da campanha.

Do lado opositor, Flávio Bolsonaro foi lançado pelo PL em dezembro de 2025, com anúncio confirmado pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e senador desde 2018, Flávio assume a posição de principal nome da direita bolsonarista, após um período de disputas internas sobre liderança. A presença do clã Bolsonaro no centro da alternativa de oposição tende a consolidar a polarização e a pressionar candidaturas de centro e de mercado por ajustes estratégicos.

Além dos dois pólos principais, figuras como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e o psiquiatra Augusto Cury também aparecem na lista de pré-candidatos. O quadro, porém, segue sujeito a mudanças: o prazo para registro das candidaturas no TSE vai até 15 de agosto e pode trazer surpresas, alianças ou desistências. As pesquisas refletem um retrato momentâneo — e o resultado final dependerá de articulações, desempenho em campanha e do ambiente econômico e institucional até outubro.