No domingo (4/10) os eleitores escolhem governadores nos 26 Estados e no Distrito Federal, além de presidente, senadores e deputados. Caso nenhum candidato obtenha maioria absoluta, os dois mais votados vão para o segundo turno em 25 de outubro. A BBC News Brasil compilou, Estado a Estado, os nomes com maior presença nas pesquisas mais recentes.

A lista da BBC reúne candidatos cuja intenção de voto ultrapassa 10% nas sondagens consideradas, dentro da margem de erro. Há exceções e situações especiais: Minas Gerais aparece com cinco nomes devido às reviravoltas locais e à importância do Estado para a disputa nacional. Também foram apontadas candidaturas com registro em debate na Justiça — casos como Eduardo Paes e Anthony Garotinho (RJ), Dr. Furlan (AP) e Valmir de Francisquinho (SE) — enquanto o TSE já decidiu que José Roberto Arruda (DF) não pode concorrer.

O material-base traz perfis sucintos que ajudam a mapear o tabuleiro estadual. No Acre, estão Alan Rick (Republicanos), senador desde 2023, Mailza Assis (PP), que assumiu o governo em 2026, e Tião Bocalom (PSDB), ex-prefeito de Rio Branco. Em Alagoas aparecem JHC (PSDB), ex-prefeito de Maceió, e Renan Filho (MDB), ex-governador e ex-ministro dos Transportes. No Amapá, Clécio Luís tenta reeleição, enquanto Dr. Furlan segue na disputa apesar de investigação e controvérsia sobre seu registro. No Amazonas, o quadro inclui David Almeida (Avante), Omar Aziz (PSD), Professora Maria do Carmo (PL) e Roberto Cidade, que assumiu interinamente em 2026.

Esses perfis e impasses judiciais não são detalhe: acendem alerta e podem complicar a narrativa oficial de candidatos e partidos. Candidaturas com questionamento no TSE alteram prazos, estratégias de coligação e podem influenciar decisões de apoio no segundo turno. Minas Gerais, por concentrar eleitores e peso político, tende a ganhar atenção extra das campanhas presidenciais e das legendas que buscam construir palanques fortes.

A reportagem da BBC funciona como um retrato do momento — não uma previsão definitiva — e reforça que o cenário permanece volátil. Até 4 de outubro, decisões judiciais e oscilações nas pesquisas seguirão moldando o mapa estadual, com impactos concretos na montagem de alianças, no custo político das campanhas e no equilíbrio de forças rumo a 2026.