O empresário paulista Tiago Guimarães Pellegrini, 44 anos, morreu em 7 de agosto na sequência de um acidente de esqui em Ushuaia, na Terra do Fogo, Argentina. O Itamaraty informou que o Consulado‑Geral do Brasil em Buenos Aires acompanhou o caso e prestou assistência consular à família, que permanece no local para tratar dos trâmites e do retorno do corpo.

De acordo com parentes, as condições climáticas mudaram de forma repentina enquanto Pellegrini esquiava. Ele caiu, atingiu uma rocha com o peito e foi socorrido e levado a um hospital local, onde não resistiu aos ferimentos. Familiares disseram ao portal g1 que a unidade de saúde não teria a estrutura necessária para tratar a gravidade do caso, informação que coloca em xeque a capacidade de atendimento em áreas remotas frequentadas por turistas.

A empresa Perfecta Agrodrones, parceira de negócios de Pellegrini, divulgou nota de pesar e ressaltou a participação do executivo na construção da companhia e no crescimento recente dos projetos. Parentes e amigos publicaram homenagens nas redes sociais: a jornalista Mônica Salgado, prima e criada como irmã, descreveu o empresário como interlocutor atento e disse que ele vivia o melhor momento profissional de sua vida.

Além do luto, o episódio levanta perguntas sobre protocolos de segurança em estações e a adequação das unidades de emergência em destinos remotos. A família aguarda esclarecimentos formais sobre o atendimento recebido; do lado institucional, o papel do consulado foi destacado, mas resta compreender se houve falhas no socorro imediato e se medidas serão adotadas para evitar novos incidentes com brasileiros no exterior.