Um ataque noturno atingiu o canteiro de obras de uma usina nuclear em Darkhoveyn, no sudoeste do Irã, segundo informou a Organização de Energia Atômica iraniana (AEOI). A nota estatal qualificou o episódio como um "ataque terrorista injustificável". Os Estados Unidos não se pronunciaram oficialmente sobre a alegação.
O caso já motivou um comunicado da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que investiga os relatos. A agência afirmou que a instalação estava nos estágios iniciais e que, na última visita, não continha material nuclear — e ponderou que o ataque relatado não representa risco radiológico imediato, ao mesmo tempo em que apelou por moderação militar perto de locais nucleares.
Paralelamente, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) relatou ter feito a oitava rodada consecutiva de ataques contra alvos iranianos, citando instalações de vigilância costeira, defesa aérea e depósitos de mísseis e drones. O Irã disse ter respondido atacando alvos no Kuwait, Jordânia e Bahrein, e afirmou que 57 pessoas morreram nas novas ofensivas; houve também relatos de ao menos dois militares americanos mortos em confrontos na região.
A sequência de ações e reações amplia riscos concretos: além da violação, segundo normas do direito internacional, de instalações nucleares pacíficas, o ciclo de ataques compromete infraestrutura civil — como usinas elétricas e estações de dessalinização no Kuwait — e o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. A escalada expõe os custos políticos e diplomáticos para os atores envolvidos e aumenta a pressão por contenção, num momento em que a repercussão global segue em pauta.