O Comando Central dos Estados Unidos anunciou que o bloqueio naval contra o Irã foi "plenamente aplicado", afirmando ter interrompido o comércio marítimo que entra e sai do país. A iniciativa intensifica a pressão americana sobre Teerã com objetivo declarado de asfixiar receitas que financiam a estratégia iraniana na região.
Apesar do anúncio, dados de rastreamento marítimo mostravam uma imagem mais complexa: vários navios partiram de portos iranianos e atravessaram o Estreito de Ormuz. Do lado iraniano, as Forças Armadas reagiram com dureza. O comandante Ali Abdollahi advertiu que, se o bloqueio criar insegurança para navios comerciais ou petroleiros iranianos, isso poderá ser considerado uma violação do cessar-fogo em vigor desde 8 de abril, com a promessa de impedir exportações em áreas-chave.
Analistas ouvidos no âmbito da cobertura veem duas frentes na estratégia americana: cortar receitas e exercer pressão sobre a China, principal compradora do petróleo iraniano, para que reduza seu apoio comercial. O presidente dos EUA afirmou ter pedido ao líder chinês que não envie armas ao Irã e, ao mesmo tempo, abriu margem para retomar negociações de paz após a primeira rodada de conversações fracassada no fim de semana.
O impacto imediato já apareceu nos mercados: Bolsas em alta e queda do petróleo, alimentadas pela expectativa de um acordo que reabra o fluxo pelo Estreito de Ormuz. No campo diplomático, países como o Paquistão buscam mediar o diálogo; Islamabad, segundo fontes, tenta aproximar Washington e Teerã, enquanto a administração americana também pressiona por contenção na outra frente regional — o confronto entre Israel e o Hezbollah — para preservar um cessar-fogo mais amplo. Em suma, a manobra naval acende um alerta para maior instabilidade, com custos econômicos e políticos que podem forçar ajustes de estratégia por aliados e adversários.