A TV Globo informou nesta quinta regras, horário e procedimentos do último debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para a próxima sexta-feira (23/10), dois dias antes do segundo turno. O encontro será exibido logo após o Jornal Nacional, a partir das 21h20 (horário de Brasília), com mediação de César Tralli e transmissão ao vivo na TV Globo, GloboNews, G1 e Globoplay. A escolha do horário amplia o alcance do confronto no horário nobre, elevando a importância de cada fala.
O formato prevê quatro blocos de perguntas e respostas — três com temas definidos e um de tema livre — com a ordem das perguntas decidida por sorteio ao vivo. Nos três primeiros blocos, o candidato que tiver a palavra poderá se movimentar pelo cenário, enquanto o oponente deverá permanecer em seu púlpito; no quarto bloco, ambos poderão circular livremente em seus respectivos lados do palco. A dinâmica difere do debate da Band, quando Flávio Bolsonaro adotou postura mais próxima de Lula em momentos do confronto, estratégia já associada a episódios internacionais, como debates de 2016 nos EUA.
A Globo também detalhou a checagem das declarações: o g1 ficará responsável por verificar afirmações e publicará apurações no portal e em sites do grupo (O Globo, Valor Econômico, Extra) e na rádio CBN, mas a verificação não será feita ao vivo durante a transmissão. A decisão responde a cobranças nas redes sociais e a petições por checagem em tempo real após problemas apontados no debate anterior, mas mantém risco de circulação imediata de informações não verificadas durante o horário nobre — um ponto relevante para a avaliação jornalística e política do confronto.
Após o debate, cada candidato terá 10 minutos para entrevista coletiva na sala de imprensa — Lula falará primeiro, seguido por Flávio, ordem definida por sorteio — e Renata Lo Prete fará entrada ao vivo no Jornal da Globo para comentar e ouvir os candidatos. O resultado do embate ganha dimensão extra pela proximidade com a votação: o agregado de pesquisas da BBC News Brasil apontava, na quinta, Lula um ponto atrás de Flávio Bolsonaro, cifra que coloca ainda mais pressão sobre o desempenho dos dois nos próximos dois dias.