O Irã lançou nova rodada de mísseis e drones contra Israel e contra Estados do Golfo — Kuwait e Emirados Árabes — em mais um capítulo de uma guerra que começou em 28 de fevereiro com um ataque conjunto dos EUA e Israel ao território iraniano. Em Haifa, no norte de Israel, equipes de resgate encontraram dois mortos sob escombros de um prédio atingido; outras duas pessoas permanecem desaparecidas.
Teerã também registrou danos significativos: uma instalação de gás foi atingida e deixou parte da capital sem abastecimento, uma universidade próxima sofreu prejuízos, e vários bairros residenciais foram afetados, com a evacuação de oito hospitais. A agência Tasnim reportou cinco mortos em Qom. A Guarda Revolucionária confirmou ainda a morte de seu chefe de inteligência em um bombardeio.
Se os ataques contra alvos civis prosseguirem, as próximas fases de nossas operações de ataque e de represália serão muito mais devastadoras e amplas.
A escalada vem acompanhada de ameaças explícitas. O comando militar iraniano advertiu que, caso ataques contra alvos civis persistam, as próximas fases da ofensiva serão “muito mais devastadoras e amplas”. Do lado oposto, o presidente dos EUA fixou ultimatos sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e chegou a ameaçar atingir instalações civis, numa retórica que amplia o risco de uma resposta em maior escala.
O efeito econômico é imediato: o barril de Brent e o WTI vem sendo cotados perto de US$110, pressionando cadeias de abastecimento e inflação global. Em reação ao quadro, membros do Opep+ decidiram aumento de cotas a partir de maio. O tráfego no Estreito de Ormuz, rota vital para combustíveis, permanece no centro da disputa, com repercussões diretas para países dependentes de importação e para seguros de navegação.
A sequência de ataques e contra-ataques mostra um conflito sem sinal de trégua e eleva o custo político para governos envolvidos: Washington e Tel Aviv veem sua estratégia questionada perante o risco de danos a civis; Teerã reforça uma narrativa de resistência. O saldo é uma combinação perigosa de impacto humanitário, pressão sobre mercados e aumento das barreiras à solução diplomática.
Abram... Estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno