O Irã reafirmou neste domingo que só a diplomacia pode tirar as partes do impasse com os Estados Unidos e Israel, depois de o presidente americano, Donald Trump, ter dito publicamente que rejeitou uma proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz e pôr fim aos combates. Brasília diplomáticos de Teerã afirmam, porém, que não receberam uma resposta formal enviada pelos intermediários.
A proposta foi divulgada por Teerã na Assembleia‑Geral da ONU e, segundo o governo iraniano, tinha sido encaminhada aos EUA por mediadores do Catar. Trump classificou a iniciativa como sinal de desespero do Irã e declarou que a rejeitava em tom público. Araqchi, chanceler iraniano, afirma aguardar a posição definitiva dos mediadores antes de qualquer movimento.
O conflito já joga o tráfego marítimo no Golfo ao fundo da pressão: as sanções e o bloqueio econômico impostos pelos EUA reduziram fortemente o comércio pela região, while ataques e contra‑ataques alternam pausas e novas ofensivas. Militares iranianos descrevem a guerra como numa fase crítica e condicionam qualquer reabertura do tráfego ao cumprimento de exigências que protejam o comércio persa.
Além do risco direto ao transporte de petróleo, a guerra tem se expandido por aliados regionais — com os houthis do Iêmen mantendo ataques contra a Arábia Saudita — e causado perdas civis e deslocamentos. A divergência entre um anúncio público de rejeição por Washington e a ausência de comunicação oficial via mediadores deixa a via diplomática incerta e aumenta a probabilidade de nova escalada, com impactos econômicos e políticos que podem se refletir na estabilidade das rotas e nas posições de governos do Golfo.