As Forças Armadas iranianas anunciaram ataques contra infraestruturas militares dos Estados Unidos em países vizinhos do Golfo Pérsico nesta quinta-feira (9), em retaliação a ofensivas norte‑americanas que atingiram províncias costeiras do sul e do leste do Irã. Autoridades iranianas dizem que os bombardeios de 8 e 9 de julho causaram 14 mortos e 78 feridos. Washington sustenta que suas ações visaram manter o Estreito de Ormuz aberto após relatos de ataques a petroleiros.
O Exército iraniano informou ter atingido sistemas Patriot dos EUA com drones no Kuwait, uma instalação de alerta no Catar e um depósito de combustível em Barein. O Kuwait relatou ter abatido mísseis e drones e registrou uma pessoa ferida por estilhaços; a Jordânia também detectou projéteis interceptados sem feridos. Explosões foram ouvidas perto da usina de Bushehr, que já havia sido alvo várias vezes durante o conflito.
O episódio coincide com os preparativos para o enterro do líder supremo Ali Khamenei em Mashhad — morto em um ataque aéreo dos EUA em 28 de fevereiro — e com a mobilização de caças MiG‑29 para proteger os cortejos fúnebres, segundo a mídia local. A escalada aumenta a pressão sobre o acordo provisório de cessar‑fogo e torna mais difícil o trabalho de mediadores regionais, como o Catar, que pediu retorno à diplomacia.
Os preços do petróleo subiram com o aumento dos riscos para o abastecimento e depois recuaram enquanto investidores avaliavam se a escalada seria pontual. Analistas ressaltam que ataques a navios e infraestruturas servem a objetivos de barganha de Teerã, mas também elevam o risco de interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz. No plano político e econômico, a troca de golpes complica a estabilidade regional, amplia o custo diplomático para mediadores e mantém os mercados em alerta.