O Irã enforcou neste sábado (4) dois homens condenados por pertencerem ao grupo de oposição proibido Mujahedine do Povo (MEK). Mizan Online, órgão do Poder Judiciário, identificou as vítimas como Abolhasan Montazer e Vahid Baniamerian e informou que as sentenças foram executadas após julgamento e confirmação pela Suprema Corte.
Segundo o relato oficial, os dois foram considerados culpados de tentativa de rebelião por meio da participação em múltiplos atos classificados como terroristas, além de sabotagem com o objetivo de derrubar o governo. As execuções se inserem em uma sequência: quatro integrantes do MEK foram executados no início da semana, e outra pena capital foi aplicada na quinta-feira a um homem acusado de atuar em nome de Israel e dos EUA durante protestos.
As sentenças foram executadas após julgamento e confirmação pela Suprema Corte, segundo o órgão do Judiciário.
O MEK, que apoiou inicialmente a revolução de 1979 antes de romper com o regime na década de 1980 e atuar em exílio, permanece classificado por Teerã como organização terrorista. A continuidade das penas capitais sinaliza uma postura repressiva do Judiciário iraniano contra grupos de oposição e visa desestimular ações insurgentes, mas tende a atrair críticas de organizações de direitos humanos e governos estrangeiros.
Grupos de direitos humanos destacam que o Irã é o segundo país com mais execuções no mundo, atrás apenas da China, e vêm alertando para o uso da pena de morte em processos relacionados a questões políticas e de segurança. Desde o início da escalada de violência ligada a ataques entre Estados Unidos, Israel e o Irã, em 28 de fevereiro, as autoridades também aplicaram várias condenações capitais, segundo relatos oficiais.
A série de execuções coloca em evidência tensões institucionais e o custo político de uma resposta dura a dissidentes exilados. O anúncio pelo canal do Judiciário reforça a narrativa estatal de segurança nacional, mas também amplia o escrutínio internacional sobre procedimentos judiciais e direitos básicos de acusados em casos de alta carga política.
O governo acusa os condenados de participação em atos terroristas e sabotagem com objetivo de derrubar o regime.