O Irã anunciou neste sábado que voltou a fechar o Estreito de Ormuz, poucas horas depois de ter permitido passagem limitada de petroleiros e navios mercantes. O comunicado do comando central das Forças Armadas afirma que a medida é resposta direta ao que Teerã chama de continuidade de um bloqueio americano e de 'atos de pirataria' contra embarcações que se dirigem a portos iranianos.
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, desde o início das operações de bloqueio 23 navios obedeceram às ordens de retornar. A autoridade americana descreve a ação como um bloqueio marítimo contra embarcações que entram ou saem dos portos e áreas costeiras iranianas, informação que reforça o caráter tenso e potencialmente conflituoso da disputa na rota estratégica.
A repetição do fechamento expõe risco imediato ao tráfego comercial num corredor por onde passa grande parte do petróleo exportado para a Ásia e a Europa. Além do impacto logístico, a escalada aumenta a incerteza para armadores e operadores, complica a segurança marítima na região e pode pressionar prêmios de risco no mercado de transporte energético sem que haja ainda uma solução diplomática clara.
Politicamente, a medida serve a Teerã como instrumento de pressão e demonstração de capacidade de controle territorial, enquanto Washington sinaliza disposição de impor restrições operacionais. O impasse reforça a necessidade de interlocução internacional para evitar confrontos, proteger a liberdade de navegação e mitigar efeitos econômicos sobre países consumidores e cadeias de abastecimento.