O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, respondeu com firmeza às declarações dos Estados Unidos sobre o Estreito de Ormuz, afirmando que o país não se dobrará a ameaças. As falas, divulgadas pela agência estatal Isna, ocorrem após o anúncio do governo norte-americano de planos para bloquear o estreito e ampliar a presença militar na área.

A escalada diplomática foi acompanhada por movimentações navais de Washington, incluindo o envio de embarcações especializadas em remoção de minas, e por um alerta da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) de que qualquer movimento imprudente na região pode ter consequências fatais. O acirramento militar aumenta o risco de erro de cálculo em uma passagem marítima vital para o tráfego de energia.

No plano político interno, a declaração de Ghalibaf — que citou a longa desconfiança do Irã em relação aos EUA — reforça a mensagem dos setores mais duros do regime, reduzindo espaço para alternativas diplomáticas imediatas. A insistência em postura intransigente serve tanto para consumo doméstico quanto para sinalizar aos aliados e adversários que Teerã pretende não ceder diante de coerção externa.

Do ponto de vista internacional, a conjunção de ameaças verbais e movimentação de forças tende a elevar a pressão sobre países aliados dos EUA e operadores de navegação, com potencial impacto nos mercados de energia. Analistas apontam que, sem canais claros de negociação, a situação permanece sujeita a episódios de tensão capazes de afetar rotas comerciais e aumentar os custos geopolíticos da região.