O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou em vídeo divulgado por seu gabinete que as Forças de Defesa de Israel (FDI) ocuparão partes do sul do Líbano ao término das operações contra o Hezbollah. Segundo Katz, será estabelecida uma linha defensiva que se estenderá até o rio Litani, cerca de 30 km ao norte da fronteira, e as tropas manterão controle de segurança da região.

O pronunciamento eleva o risco de prolongamento do conflito e de novos episódios de confronto com o Hezbollah, que controla parte do poder no Líbano e é apoiado pelo Irã. A intenção de criar uma zona de segurança em território estrangeiro levanta questões sobre soberania libanesa, a legalidade de ocupações prolongadas e os limites que Israel estará disposto a transpor para reduzir ameaças militares na fronteira.

O governo anuncia que as FDI estabelecerão uma zona de segurança no sul do Líbano até o rio Litani.

Katz também disse que centenas de milhares de libaneses deslocados não poderão retornar enquanto Israel não considerar a segurança do Norte garantida, e anunciou a demolição de povoados fronteiriços, em analogia às operações em áreas de Gaza. Essas medidas apontam para um impacto humanitário direto e para pressão sobre organizações de assistência e países vizinhos que já lidam com refugiados e instabilidade.

No plano interno, o discurso do ministro reforça uma linha de dureza que pode ser pensada como resposta a demandas por segurança, mas traz custos: ocupação prolongada exige recursos, desgaste militar e pode ampliar crítica internacional. Há ainda o risco de tensionar a relação com aliados que cobram garantias sobre proteção de civis e respeito ao direito internacional humanitário.

A declaração de Katz acende um alerta para a capacidade de contenção regional: a criação de uma zona até o Litani e a promessa de impedir retornos colocam em xeque a estabilidade no Líbano e exigem maior clareza sobre metas, mandato e duração da operação. Sem estratégia de saída e supervisão internacional, a medida tende a gerar custo político, humanitário e diplomático para Israel.

O ministro afirma que centenas de milhares de deslocados poderão ser impedidos de retornar até que a segurança seja considerada garantida.