Israel lançou uma série de ataques contra Teerã na manhã desta quarta-feira (1), em mais um capítulo de uma guerra que começou em 28 de fevereiro com ofensivas dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos. O confronto se espalhou pelo Oriente Médio e já provoca efeitos concretos no setor de energia e na economia global.

A televisão estatal iraniana relatou explosões no norte, leste e centro da capital. O Exército de Israel confirmou uma "onda de ataques em larga escala" e anunciou também uma operação para interceptar mísseis lançados a partir do Irã. Serviços de emergência informaram 14 feridos, entre eles uma menina de 11 anos em estado crítico.

O presidente afirmou que a guerra pode acabar em 'duas, talvez três semanas'.

O conflito ganhou novos atores nos últimos dias: um míssil lançado do Iêmen foi reivindicado pelos rebeldes huthis, aliados de Teerã. Kuwait e Bahrein reportaram incêndios em um aeroporto e em instalações de empresa atribuídos ao Irã; um petroleiro foi danificado por um projétil e, nos Emirados, um cidadão de Bangladesh morreu após estilhaços causados pela interceptação de um ataque com drones.

Em meio à incerteza sobre negociações para encerrar a guerra, figuras do Irã deram sinais contraditórios. O presidente disse que o país tem disposição para pôr fim ao conflito se houver garantias, mas o ministro das Relações Exteriores afirmou que Teerã não está em negociações com Washington e não teria respondido a uma suposta proposta de 15 pontos.

A Casa Branca informou que o presidente Donald Trump fará às 21h00 (22h00 de Brasília) um pronunciamento sobre o Irã. Desde o início do conflito, o tom das declarações norte-americanas oscilou entre combatividade e tentativa de conciliação — incluindo a previsão, por parte de Trump, de que a guerra poderia terminar em poucas semanas.

A Guarda Revolucionária ameaçou atingir empresas de tecnologia americanas caso dirigentes iranianos continuem a ser assassinados.

Os mercados reagiram com forte volatilidade: bolsas asiáticas e europeias subiram com a expectativa de trégua (Tóquio +4%, Seul +6%, Paris +2,31%, Londres +1,11%, Frankfurt +2,87%) e os preços do petróleo recuaram — o Brent operou perto de US$ 98,77 e o WTI a US$ 97,28. Ainda assim, o ataque à capital iraniana aumenta o risco de nova escalada e complica a narrativa de um desfecho rápido, com impactos claros para a segurança regional e a economia mundial.