O Exército israelense anunciou que, nas últimas 24 horas, realizou mais de 200 ataques a alvos do Hezbollah no sul do Líbano, segundo comunicado oficial. Entre os alvos, as Forças Armadas de Israel listaram militantes, estruturas militares e cerca de 20 lançadores de foguetes, numa ação que o comando descreveu como resposta a ameaças na faixa fronteiriça.
O anúncio foi divulgado após conversas diretas entre Israel e Líbano em Washington, realizadas com o objetivo declarado de buscar uma paz duradoura. O encontro em Washington foi criticado pelo movimento libanês pró-Irã, o Hezbollah, que vê interlocuções externas com desconfiança. Em termos cronológicos, relatos indicam que o Líbano foi arrastado para a atual escalada a partir de 2 de março, quando o Hezbollah realizou ataques a Israel, em um contexto que se intensificou desde 28 de fevereiro, data associada a ações israelenses e americanas contra o Irã.
A intensidade e a escala dos ataques anunciados por Israel ampliam o risco de uma escalada mais ampla na região, pressionando iniciativas diplomáticas recentes. Operações concentradas no sul do Líbano tendem a aumentar danos a infraestruturas civis e deslocamento de população, ao mesmo tempo em que testam a capacidade de mediação de atores internacionais, incluindo os Estados Unidos.
Politicamente, a ofensiva reforça a lógica de segurança adotada por Tel Aviv, que busca neutralizar capacidades de lançamento de foguetes do Hezbollah, mas também complica o cenário para quem tenta negociar cessar-fogos. Para o Líbano, o episódio acentua divisões internas e a dependência de atores externos. A situação segue volátil, com pouca margem para soluções rápidas e com risco real de ampliação do conflito.