O Exército de Israel anunciou nesta quinta-feira que Ali Yusuf Harshi, sobrinho e secretário pessoal do número dois do Hezbollah, Naim Qassem, foi morto em um bombardeio realizado na quarta-feira em Beirute. Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel (FDI) disseram que o alvo era um colaborador direto da liderança do grupo e o descreveram como responsável pela gestão e pela segurança do escritório do dirigente.

Além da operação na capital libanesa, as Forças de Defesa informaram ter realizado ataques na madrugada que atingiram duas rotas consideradas essenciais para o transporte de armamentos do Hezbollah e cerca de dez depósitos de armas e centros de comando no sul do Líbano. Até o momento, o próprio Hezbollah não se manifestou sobre a ação ou sobre a morte de Harshi.

A ação expõe a estratégia israelense de atingir a cadeia de apoio à liderança do movimento xiita, buscando degradar capacidades logísticas além de eliminar figuras próximas aos comandantes. Esse tipo de operação tende a elevar o risco de retaliação e amplia a pressão sobre as autoridades libanesas, que já enfrentam limitações para controlar milícias em seu território.

No plano regional, o episódio complica esforços diplomáticos para conter uma escalada entre Israel e o Hezbollah. A ausência de resposta pública imediata do grupo deixa o quadro em suspense: a operação reforça a vulnerabilidade de redes de apoio e acende alerta para possíveis reações que podem ampliar danos humanitários e tensionar relações entre atores regionais e a comunidade internacional.