A Nasa marcou para esta quarta-feira a decolagem da missão Artemis II, o primeiro voo tripulado em torno da Lua em mais de 50 anos. O lançador pesado SLS, com a cápsula Orion acoplada, deve partir do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, em uma janela de lançamento estrita programada para as 18h24 locais.
A missão deve durar cerca de dez dias. A Orion fará verificações e manobras iniciais em órbita terrestre antes de executar a manobra que a levará em trajetória de 'retorno livre' à volta da Lua, permitindo que a nave seja trazida de volta à Terra mesmo sem propulsão ativa, caso necessário. O pouso previsto é no Oceano Pacífico, frente à costa da Califórnia.
A equipe e o veículo estão prontos, mas não partimos do pressuposto de que vamos conseguir na primeira tentativa.
A tripulação reúne experiência e simbolismo: o comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover — que será o primeiro homem negro a chegar tão perto da Lua — Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen. A missão segue um voo de testes não tripulado de 2022 e tem como objetivo principal validar o comportamento da Orion com humanos a bordo antes de missões que tentarão pousos lunares.
Por conta da trajetória planejada, a janela de lançamento é muito restrita: se o lançamento falhar, a Nasa tem janelas diárias até 6 de abril e novas oportunidades no fim do mês. Wiseman alertou que a equipe está pronta, mas preparada para múltiplas tentativas caso problemas técnicos ou meteorológicos impeçam a decolagem — condição que já motivou adiamentos anteriores.
Além do teste da tecnologia, a Artemis II é peça-chave na estratégia americana de voltar a pousar humanos na Lua e na cooperação com parceiros internacionais e o setor privado — incluindo empresas responsáveis por módulos de pouso. Os dados e observações do sobrevoo ajudarão a escolher o local do pouso da Artemis IV, previsto para o polo sul lunar.
Podemos ir até a plataforma e ter de tentar novamente; estamos totalmente preparados para essa possibilidade.