O primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu anunciou nesta segunda que autorizou o acesso imediato do patriarca latino de Jerusalém ao interior da Igreja do Santo Sepulcro, depois que a polícia havia impedido a entrada do cardeal para celebrar a missa do Domingo de Ramos. A restrição provocou indignação internacional e levou o gabinete a ordenar uma revisão das medidas aplicadas nos locais sagrados.

Em comunicado conjunto, o Patriarcado Latino e a Custódia da Terra Santa relataram que, pela primeira vez em séculos, os chefes das igrejas foram impedidos de celebrar a cerimônia. O cardeal Pierbattista Pizzaballa e o custódio Francesco Ielpo foram obrigados a regressar, um fato descrito pelas autoridades religiosas como um precedente grave que afeta fiéis em todo o mundo.

Instruí as autoridades a permitir que o patriarca realizasse as celebrações religiosas sem novos impedimentos.

A polícia israelense justificou a proibição inicial citando o traçado complexo da Cidade Velha e o risco de dificuldades no acesso rápido de serviços de emergência. Desde o início da ofensiva, em 28 de fevereiro, foram impostas limitações a grandes aglomerações em sinagogas, igrejas e mesquitas; em meados de março destroços de interceptadores e mísseis caíram próximos a pontos como Al‑Aqsa e o Santo Sepulcro.

O episódio acende alerta político: a decisão imediata de Netanyahu corrige a falha aparente, mas expõe uma contradição entre a necessidade real de segurança e a garantia da liberdade de culto. Para o governo, o custo é duplo — desgaste diplomático perante comunidades religiosas e pressão interna para definir protocolos claros sem penalizar tradições centenárias.

As autoridades afirmaram que um plano será elaborado para permitir que líderes religiosos realizem orações nos próximos dias, enquanto pedem aos fiéis que evitem temporariamente visitar a Cidade Velha por razões de segurança. Resta observar se as medidas promoverão coordenação efetiva com as instituições religiosas e reduzirão o impacto político e social desse impasse.

A proibição representou um precedente grave para a liberdade de culto e afetou milhares de fiéis no exterior.