O presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou neste sábado que o líder dissidente Iván Mordisco estaria subornando oficiais das forças públicas para obter informações que lhe permitem escapar de operações militares. A acusação foi feita em publicação na rede social X e amplia o debate sobre segurança no país.
Segundo informações do governo, uma recente operação do Exército no departamento do Vaupés deixou seis colaboradores de Mordisco mortos. Autoridades afirmam que o chefe dissidente fugiu pela mata após o ataque e que havia indícios de sua presença na região pouco antes da ofensiva.
Petro afirmou que o chefe dissidente suborna comandantes para obter informação sobre operações militares.
O Palácio de Nariño, que tentou negociar um acordo de paz com dissidentes por cerca de um ano, afirma ter rompido as tentativas quando Mordisco abandonou as conversas e intensificou a violência. Três irmãos do líder foram detidos e são alvo de acusações por homicídio, sequestro e tráfico de armas.
Petro também relacionou a sobrevivência do dissidente à captura de informações privilegiadas:, segundo o presidente, o pagamento a comandantes permitiria que o líder evitasse bombardeios enquanto seus subordinados ficam expostos às operações militares. A denúncia, se confirmada, teria implicações para a confiança nas estruturas de comando.
O grupo de Iván Mordisco vive, conforme as autoridades, de atividades ilícitas como o narcotráfico e o garimpo ilegal — realidades que explicam, em parte, a capacidade logística e financeira para resistir às ofensivas do Estado. A combinação entre criminalidade e presença em áreas remotas complica a ação das Forças Armadas.
Segundo o presidente, essa prática permitiria que o líder escapasse dos bombardeios enquanto seus colaboradores ficam expostos.
Com eleições gerais previstas para maio, quando a Colômbia escolherá o sucessor de Petro, a mensagem do presidente tende a reacender o debate público sobre segurança e governança nas regiões afetadas pelo conflito. A acusação coloca pressão sobre o governo e levanta perguntas sobre controle institucional e vigilância sobre as forças no terreno.