Em entrevista à Fox News, Marco Rubio afirmou que os Estados Unidos deverão reavaliar sua relação com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) depois do atual conflito no Oriente Médio. Segundo ele, frustrações com aliados europeus e dúvidas sobre reciprocidade operacional colocam em xeque o valor estratégico da aliança.

Rubio afirmou que, se Washington não puder usar bases militares em território europeu em momentos críticos, a Otan se tornará uma "via de mão única" — uma formulação que lança luz sobre o debate antigo sobre divisão de encargos. Para ele, os elevados custos que os EUA assumem demandam garantias concretas de acesso e cooperação.

Se não for possível usar bases europeias para defender interesses americanos, a Otan deixa de valer como aliança recíproca.

A declaração sinaliza custo político e estratégico: reabrir a questão do uso de bases pode enfraquecer a narrativa de defesa coletiva e reduzir a confiança mútua entre aliados. A possibilidade de reexame após o conflito manda um recado direto às capitais europeias sobre a necessidade de ações práticas, não apenas retórica.

Politicamente, a fala de Rubio amplia pressão interna nos EUA sobre o governo e fortalece vozes que defendem maior exigência por parte de aliados. Internacionalmente, a menção pública a uma revisão da aliança pode ser explorada por rivais para testar compromissos transatlânticos em cenários futuros.

Além da Otan, Rubio também comentou Cuba, descrevendo a situação como trágica e afirmando que a ilha precisa de reformas econômicas e políticas simultâneas. O senador disse que mudanças no sistema político são condição para recuperação sustentável, e citou que novas medidas americanas sobre Cuba podem estar por vir.

Não há dúvida de que teremos que reexaminar essa relação e avaliar se a aliança ainda serve aos interesses dos EUA.