O Ministério das Relações Exteriores informou que as duas brasileiras atingidas no tiroteio ocorrido em Teotihuacan já receberam atendimento: a adolescente de 13 anos foi liberada e está com a família; a mulher de 55 anos permanece internada, mas sem risco de morte. Autoridades mexicanas confirmaram que um cidadão canadense morreu no episódio, e que o atirador tirou a própria vida em seguida.

O ataque ocorreu por volta das 11h na Pirâmide da Lua, um dos pontos mais visitados do sítio arqueológico nos arredores da Cidade do México. Equipes de segurança relataram ao menos 13 feridos encaminhados a hospitais — entre eles colombianos, norte-americanos, russos e canadenses — e menciona-se uma criança de 6 anos entre os atendidos. Testemunhas disseram que o agressor disparou tiros, muitos possivelmente para o alto, e que visitantes prestaram os primeiros socorros até a chegada de paramédicos.

Promotores locais identificaram o autor como Julio Cesar Jasso Ramirez. As circunstâncias que permitiram o ataque — e a rapidez com que o homem alcançou o mezanino da pirâmide — ainda estão sob investigação pelas autoridades mexicanas, que terão de explicar falhas e eventuais lacunas nos protocolos de segurança do patrimônio.

Além do impacto humano, o episódio amplia o escrutínio sobre a proteção de pontos turísticos no México, num momento em que o país se prepara para coorganizar a Copa do Mundo de 2026. Embora a violência relacionada a cartéis seja recorrente em várias regiões, incidentes desse tipo em sítios arqueológicos costumam ser raros; o ataque em Teotihuacan, que recebeu 1,8 milhão de visitantes no ano passado, coloca pressão sobre o governo para revisar medidas de segurança e garantir proteção a turistas.