O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (8) que um acordo provisório para encerrar a guerra com o Irã 'acabou', depois de Teerã afirmar ter atacado instalações militares norte-americanas no Barein e no Kuwait. A escalada provocou forte alta nos preços do petróleo e queda nas bolsas, expondo a fragilidade do memorando assinado em 17 de junho.
A sequência de ataques e contra-ataques teve início quando forças americanas atingiram alvos iranianos em retaliação a ataques contra navios-tanque no Estreito de Ormuz. O Comando Central (Centcom) informou que mais de 60 pequenas embarcações ligadas à Guarda Revolucionária foram alvos em operação que, segundo o comando, visou impor um custo elevado ao Irã.
A Guarda Revolucionária (IRGC) disse ter atacado instalações dos EUA no Barein e no Kuwait e ter abatido um drone MQ-9. O alto comando militar iraniano classificou os ataques americanos como ato de agressão e prometeu resposta esmagadora. Autoridades da Otan e da União Europeia qualificaram as trocas de disparos como inaceitáveis e alertaram para o risco à liberdade de navegação.
A declaração de Trump, que chamou a liderança iraniana de 'escória', tem efeitos concretos: mina canais diplomáticos e acende alerta sobre segurança energética e rotas marítimas. Dados de navegação indicam que ao menos quatro petroleiros voltaram atrás em vez de cruzar o Estreito, sinalizando impacto imediato no abastecimento. A escalada complica a agenda diplomática na cúpula da Otan na Turquia e amplia desgaste político e incerteza econômica para Washington e aliados.