O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou autorizar "ataques maiores e mais fortes" caso o acordo com o Irã não seja plenamente cumprido, intensificando a retórica em um momento de frágil cessar‑fogo. A trégua de duas semanas entre Washington e Teerã foi colocada em risco depois que autoridades iranianas afirmaram que retomariam ofensivas, enquanto Israel manteve ataques ao sul do Líbano.
Segundo o líder americano, todos os meios militares e logísticos dos EUA ficarão posicionados dentro e ao redor do Irã até que o acordo seja respeitado — com o objetivo declarado de impedir que o país desenvolva arma nuclear e de garantir que o Estreito de Ormuz permaneça aberto. A mensagem foi divulgada na rede social Truth e reforça a disposição de manter presença militar na região.
Do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, qualificou o cessar‑fogo como pouco razoável e listou três violações que justificariam a retomada de ataques: ações em território libanês, a entrada de um drone no espaço aéreo iraniano e a recusa em reconhecer o direito iraniano ao enriquecimento de urânio. O Paquistão, que atua como mediador, pediu moderação às partes.
A escalada verbal aumenta o risco de uma nova fase de confrontos e complica esforços diplomáticos para consolidar a trégua. A postura de Washington tende a pressionar Teerã, mas também eleva os custos políticos e militares de uma eventual resposta. Nos próximos dias será possível medir se a contenção prevalece ou se a região caminha novamente para uma abertura de conflito com impacto direto em rotas marítimas e na segurança dos aliados.