Durante a convenção nacional republicana em Dallas, o presidente Donald Trump prometeu entregar US$ 5 mil a cada adulto nos Estados Unidos caso os republicanos conquistem a Câmara dos Representantes e o Senado. O anúncio — batizado por ele mesmo como 'dividendo Trump' — foi apresentado como recompensa pelo desempenho econômico alegado pela administração e condicionado à vitória do partido nas urnas de 3 de novembro.

Trump disse que os recursos deveriam ser gastos dentro do país e usou o compromisso para energizar a militância. A proposta, contudo, suscitou perguntas imediatas sobre o custo e a viabilidade jurídica: estimativas divulgadas pela própria convenção apontaram gasto superior a US$ 1 bilhão, e críticos lembram que a medida precisaria de aprovação legislativa e poderia enfrentar obstáculos constitucionais e orçamentários.

Do lado oposto, os democratas minimizaram a promessa, classificando‑a como manobra eleitoral destinada a compensar projeções desfavoráveis. Pesquisas recentes indicam vantagem democrata para a Câmara e cenário incerto para o Senado, além de uma taxa de aprovação de Trump situada abaixo dos 35%, fatores que tornam a mobilização da base prioridade para o presidente.

No discurso de cerca de duas horas, além do programa de pagamentos, Trump abordou a guerra com o Irã e repetiu previsões sobre a queda do preço do petróleo após uma vitória no conflito. A convenção, realizada fora de um ano presidencial — algo incomum — reforçou o tom de urgência: transformar promessas em votos numa eleição que pode definir a capacidade de governo nos anos finais do mandato.