A Ucrânia lançou 620 drones contra Moscou e seus arredores na madrugada desta terça-feira, informou o prefeito da capital, Sergei Sobyanin, no Telegram. As forças russas disseram ter abatido 180 veículos aéreos não tripulados sobre a região, e serviços de emergência atuavam nos locais das quedas. Sobyanin não detalhou, por ora, números de vítimas ou a extensão dos danos.

O governador regional Andrei Vorobyov relatou que destroços atingiram um depósito da empresa de comércio eletrônico Wildberries e outras instalações próximas. Pelo menos três pessoas ficaram feridas na região, incluindo uma menina de 10 anos. A Wildberries informou que fragmentos de drones danificaram uma parede do depósito, causando danos menores.

A ofensiva também teve impacto na Crimeia — anexada pela Rússia em 2014 — onde a fornecedora Krymenergo informou cortes de energia após ataques de drones ucranianos durante a madrugada. Vários povoados do sul da península ficaram sem eletricidade, e a empresa apontou dificuldade no reestabelecimento do abastecimento nas regiões noroeste, leste e sul.

O ataque, entre os maiores atribuídos a Kiev contra a região metropolitana de Moscou desde 2022, acende alerta sobre uma nova fase de intensidade nas operações aéreas. Além do risco direto a civis e à infraestrutura logística, ofensivas contra depósitos e serviços públicos complicam a narrativa de segurança do Kremlin, pressionam o sistema de defesa integrado e aumentam o custo político e econômico de manter a guerra. A escalada também tende a elevar a imprevisibilidade das respostas russas, com potenciais impactos na região e no ambiente diplomático.