A estagnação de Aldo Rebelo nas pesquisas, no patamar de 1% a 2%, já provoca descrédito interno e força aliados a discutir a continuidade da pré-candidatura do Democracia Cristã. Segundo apurou o Painel, a avaliação sobre manter ou abandonar o projeto será fechada até o fim de maio.
O clima predominante é de desânimo: para correligionários, o ex-ministro tem perdido oportunidades para se posicionar em temas que mobilizam a agenda política contemporânea e tem preferido ênfases mais gerais sobre desenvolvimento econômico e nacionalismo. A ausência em disputas simbólicas — como o debate sobre o papel do STF — é apontada como uma vantagem que outros candidatos souberam explorar.
Também pesa a percepção de que assuntos sensíveis, como os escândalos do INSS que envolveram um filho do ex-presidente, receberam tratamento discreto na pré-campanha. Para aliados, a fraca tração nas pautas que interessam ao eleitorado competitivo explica parte da estagnação e reduz as chances de crescimento orgânico nas próximas pesquisas.
Há ainda um cálculo pragmático: manter a candidatura pode 'engessar' o DC nas disputas estaduais, impedindo coligações com nomes mais competitivos ao Planalto e reduzindo o poder de negociação do partido. A decisão vindoura refletirá o balanço entre ambição presidencial e sobrevivência eleitoral local.