A campanha do prefeito João Campos (PSB) elevou a pressão para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participe presencialmente de atos de campanha em Pernambuco, depois de pesquisa Quaest que mostrou a governadora Raquel Lyra (PSD) oito pontos à frente. O resultado reforça a sensação de que o quadro no estado exige uma reação rápida da aliança governista.
Lideranças locais dizem que a presença do presidente pode ser decisiva: o senador Humberto Costa (PT-PE) lembra que em estados como Bahia e Rio Grande do Norte a participação de Lula ajudou a mudar rumos de disputa. O presidente estadual do PT, deputado Carlos Veras, afirma que o partido está articulando a vinda do presidente para reforçar a mobilização.
Até agora, a conta da campanha foi limitada a gravações e a uma promessa, ainda vaga, de que Lula passaria por Pernambuco até o fim do período eleitoral. A existência de boa relação entre o presidente e a governadora Raquel Lyra torna a decisão mais sensível politicamente e complica o cálculo da aliança regional.
Do ponto de vista estratégico, o adiamento da visita presidencial acende alerta para Campos: sem o carimbo de apoio de Lula, a campanha fica sem o principal trunfo para tentar reduzir a vantagem adversária, o que amplia o desgaste e obriga a busca por alternativas de mobilização. Os números da Quaest funcionam, neste momento, como um retrato do problema — não uma sentença — mas sinalizam urgência na revisão da tática eleitoral.