Um atirador estudante matou nove pessoas e feriu 13 em uma escola na província de Kahramanmaras, no sudeste da Turquia, nesta quarta-feira (15), segundo o governador Mukerrem Unluer. Entre as vítimas estão um professor e alunos; seis feridos passaram por cirurgia e seguem em estado crítico. As autoridades informam que o autor, um aluno do oitavo ano, também morreu. O agressor teria levado cinco armas e sete carregadores escondidos em uma mochila e entrou em salas com estudantes mais novos, atirando de forma indiscriminada.

Imagens divulgadas por agências mostram estudantes correndo, pulando de janelas para escapar e ambulâncias no local, enquanto familiares aguardavam notícias na entrada da instituição. Policiais isolaram a área. O pai do atirador, identificado como ex-policial, foi detido; o ministro da Justiça, Akin Gurlek, disse que foi aberta investigação para apurar motivações, e o ministro do Interior, Mustafa Ciftci, afirmou que a ação não tem caráter terrorista e que 'as precauções necessárias' serão adotadas, sem detalhar medidas.

O episódio ocorre um dia após outro ataque a tiros em uma escola na província vizinha de Sanliurfa, quando um ex-aluno feriu 16 pessoas antes de tirar a própria vida. A sequência de ataques raros no país acende alerta sobre segurança em instituições de ensino e sobre o controle de armas. A Turquia permite posse civil mediante licença, mas especialistas citados pelas agências apontam a existência de um mercado ilegal que facilita o acesso a armamentos fora dos controles oficiais.

Além da urgência humanitária e da investigação criminal, a sucessão de ataques tende a pressionar o governo por respostas concretas — desde reforço de segurança nas escolas até revisão de regras sobre guarda e circulação de armas. A falta de detalhes nas declarações oficiais e a detenção do pai do atirador deixam em aberto perguntas centrais sobre armazenamento, fiscalização e responsabilidades, que terão papel central nas apurações em curso.