O Atlético-MG abriu 2 a 0, mas não conseguiu segurar a vantagem e saiu com um empate em 2 a 2 contra o Juventud na quarta rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. O resultado confirma a percepção de um time que oscila: capaz de construir vantagem, porém incapaz de administrá-la até o apito final.

Domínguez repetiu a base do clássico e manteve uma postura mais ofensiva, com Natanael atuando no corredor direito e linhas mais altas. A primeira vantagem saiu em cobrança de escanteio no qual Minda apareceu e encobriu o goleiro. O Atlético ainda teve chances para ampliar, com Everson sendo exigido e Cassierra desperdiçando uma oportunidade clara no início do segundo tempo.

Quando o segundo gol saiu — desta vez de cabeça, após escanteio cobrado por Scarpa e com Vitor Hugo no primeiro pau — o cenário parecia favorável. Na sequência, porém, o Juventud reagiu rapidamente: marcou pelo lado direito e voltou a reduzir, até empatar pouco depois em jogada aérea em que Lyanco não acompanhou Pérez. O time ficou exposto, sem conseguir retomar o controle nem oferecer resposta tática eficaz.

O empate não elimina o Atlético da disputa pela liderança do grupo, por causa da fragilidade geral da chave, mas acende preocupações legítimas sobre regularidade e maturidade. Depois do clássico, a dúvida que fica é se aquela atuação foi exceção — e a resposta só virá se a equipe aprender a administrar resultados e corrigir os erros que voltam a se repetir.