O Atlético-MG confirmou a perda de sua principal referência para o clássico com o Cruzeiro: Hulk rescindiu o contrato com o clube e não será opção para o jogo deste sábado no Mineirão. Em vídeo emotivo, o atacante se despediu da torcida, encerrando um ciclo em que se tornou o maior carrasco da rivalidade.

Desde a chegada ao Galo, em janeiro de 2021, Hulk enfrentou o Cruzeiro 17 vezes e marcou 10 gols, números que o colocam ao lado de outros episódios internacionais como maior vítima em sua carreira. O atacante também exercia a função de capitão e, além do poder de decisão em campo, representava uma referência de liderança no vestiário.

A ausência muda a leitura tática de Domínguez. O treinador terá à disposição cinco atacantes de ofício — Cassierra, Alan Minda, Cuello, Dudu e Cauã Soares — mas perde a figura que historicamente desequilibrava os clássicos. O colombiano Cassierra tem sido usado mais centralizado e chega como alternativa natural; o técnico precisará decidir se atua com um falso 9, troca de perfil ou aposta em dinâmica coletiva.

No aspecto institucional e psicológico, a saída pesa. Perder um jogador que também é capitão corta um elemento de referência num jogo de alta tensão. A tendência apontada dentro do clube é que Everson, o jogador mais longevo do elenco, assuma a postura de liderança em campo, mas trato de capitão não substitui automaticamente a produção ofensiva que vinha de Hulk.

Para o Cruzeiro, a ausência do adversário mais letal dos últimos confrontos pode reduzir um componente de perigo, mas não elimina o caráter decisivo do clássico. Do lado do Atlético, a partida vale além dos três pontos: será teste imediato para a capacidade do elenco de reagir à perda de uma peça-chave e para a capacidade de Domínguez de readequar a equipe sob pressão.