Um bimotor que havia decolado nas proximidades de Ciudad del Este caiu no assentamento San Isidro, em Minga Guazú, região metropolitana atendida pelo aeroporto Guaraní. O acidente, a cerca de 750 metros da pista, deixou um piloto morto e outros três ocupantes feridos. A aeronave pertencia à empresa Aerotax e havia sido fretada pela Prosegur para transportar aproximadamente US$ 5 milhões e R$ 15 milhões; uma segunda aeronave envolvida na operação completou o trajeto sem incidentes.

Dezenas de moradores chegaram ao local antes da contenção das autoridades e saquearam cédulas espalhadas entre os destroços. As forças paraguaias informaram que pelo menos US$ 2 milhões teriam sido perdidos em consequência dos saques. Investigadores realizaram buscas para apurar o destino dos valores, mas não conseguiram recuperar grande parte do montante, segundo as autoridades.

A apuração do caso foi tornada ainda mais complexa pela atuação de criminosos que, segundo a polícia, abordaram moradores usando uniformes falsos para exigir a devolução do dinheiro. A prática de se passar por agentes oficiais em cenas de crime agrava a tensão local e dificulta a identificação de responsáveis pelos saques e possíveis quadrilhas envolvidas na apropriação do numerário.

Além do prejuízo material, o episódio expõe fragilidades na proteção de cargas em espécie e na gestão de cenas de acidentes em áreas urbanas e periurbanas da fronteira. A queda coloca pressão sobre a segurança pública local, sobre os protocolos adotados por empresas de transporte de valores e sobre a capacidade das autoridades paraguaias de controlar distúrbios e garantir responsabilização. As investigações prosseguem para apurar perdas, eventuais crimes e a cadeia de responsabilidades.