A quarta edição do Bangers Open Air, no Memorial da América Latina, confirmou a consolidação do evento como referência do metal em São Paulo. A programação atraiu públicos distintos —famílias e fãs mais enérgicos— e mostrou o festival cheio já no meio da tarde, sinal de atração além do horário nobre.
A oferta de palcos simultâneos e gêneros variados foi ponto central da edição: death metal, thrash e metalcore se revezaram com propostas que acomodaram tanto quem buscava um show para pular quanto quem preferia acompanhar com mais distância. Bandas como Crypta, Killswitch Engage e Torture Squad representaram essa diversidade sonora.
Um dos traços mais visíveis foi a presença feminina em posições de destaque. Vocalistas e guitarristas de Jinjer, Crypta, Lucifer, Arch Enemy e Within Temptation chamaram atenção tanto pelo desempenho quanto pela estética de palco. A entrada de nomes como Jessica Falchi na formação do Korzus reforça uma mudança que distancia o cenário das antigas imagens dominadas por homens.
Além dos shows, o festival preservou a atmosfera de evento social: feira de discos e roupas, fila para autógrafos e tatuagens compuseram a experiência. Houve ainda homenagens a Ozzy Osbourne, com Zakk Wylde e um tributo que reuniu músicos brasileiros. Pelo conjunto, a organização saiu fortalecida; a próxima edição já tem data: dias 24 e 25 de abril do ano que vem.