A BioNTech anunciou o encerramento de operações em três unidades de fabricação na Alemanha e em uma unidade em Singapura, além de paralisar a produção em instalações adquiridas da CureVac. A reestruturação deve resultar em até 1.860 demissões e visa ajustar a capacidade produtiva à redução da demanda pela vacina contra a Covid-19.
A empresa calcula que as mudanças poderão gerar economia anual de até €500 milhões até 2029, enquanto fecha fábricas ao longo de um horizonte que inclui o fim de atividades na Alemanha até 2027 e o fechamento em Singapura no primeiro trimestre do ano que vem. A companhia diz buscar opções de desinvestimento, como venda parcial ou total das unidades.
Os números mais recentes ajudam a explicar a decisão: as vendas caíram 35%, para €118,1 milhões no trimestre, e o prejuízo aumentou para €531,9 milhões, ante €415,8 milhões no ano anterior. A BioNTech também antecipou que espera receitas menores com a vacina em 2026 do que em 2025, pressagiando um período de receita mais contida.
Além do ajuste produtivo, a empresa tem sinalizado uma mudança estratégica: a transição dos fundadores e a aposta em terapias oncológicas com tecnologia de mRNA. A combinação de corte de custos, venda de ativos e mudança de foco testa a capacidade da BioNTech de equilibrar resultados financeiros, manutenção de inovação e responsabilidades com emprego e capacidade industrial.