Os pagamentos do Bolsa Família de abril de 2026 começam nesta quinta-feira (16/3) para beneficiários com NIS de final 1. Milhões de famílias acompanham o calendário enquanto o governo reforça que a manutenção do benefício depende do cumprimento das condicionalidades nas áreas de saúde e educação.
As exigências incluem frequência escolar mínima — 60% para crianças de 4 e 5 anos e 75% para os de 6 a 18 anos que ainda não concluíram a educação básica — além do acompanhamento da saúde infantil, vacinação em dia e pré-natal para gestantes. O sistema do programa cruza dados para identificar inconsistências que podem gerar bloqueios.
No aspecto cadastral, o Cadastro Único precisa ser atualizado a cada 24 meses ou sempre que houver mudança de endereço, telefone ou composição familiar. A renda per capita não pode ultrapassar R$ 218 mensais. Para famílias que passam desse limite, a chamada Regra de Proteção permite permanência por até dois anos recebendo 50% do benefício, desde que o cadastro esteja em ordem.
O processo de sanções começa com advertência. Persistindo a irregularidade, o pagamento é bloqueado por um mês; há reincidência, a suspensão pode subir para dois meses e, em última instância, o cancelamento do auxílio. Diante de eventuais cortes, o impacto é direto no orçamento doméstico de famílias vulneráveis.
A recomendação é que o responsável familiar atualize imediatamente os dados no CadÚnico e informe mudanças de renda ou de composição familiar. Em caso de dúvidas ou necessidade de regularização, o caminho indicado é procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou o setor municipal responsável pelo programa. O benefício conta ainda com adicionais, como o Benefício Primeira Infância (R$ 150) e o Benefício Variável Familiar (R$ 50).