Levantamento do Datafolha feito em São Paulo entre 5 e 13 de fevereiro ouviu 1.008 pessoas das classes A e B e coloca a Bradesco Saúde como a marca mais lembrada no segmento, com 18% das citações. O resultado reforça uma tendência que o próprio setor vinha sinalizando: a experiência digital deixou de ser diferencial e passou a ser central na avaliação do consumidor.

A operadora tem investido em recursos como biometria facial para solicitações de reembolso, comandos por áudio para garantir autonomia a pessoas com deficiência visual e sistemas de inteligência artificial que respondem dúvidas rápidas e indicam hospitais. No portfólio também está o Efetivo Plus, lançado no segundo semestre de 2025 para PMEs, com telemedicina 24 horas, oferta de psicologia online via Psicologia Viva — que registrou crescimento de 172% e quase 200 mil atendimentos no ano passado — além de unidades integradas para consultas e exames.

Do ponto de vista do mercado, rapidez no acesso à rede e redução de etapas administrativas viram pilares de confiança e vantagem competitiva: Amil (12%), Porto Seguro (11%) e SulAmérica (10%) aparecem atrás, enquanto a parcela que não soube citar nenhuma marca caiu de 34% para 25%. Para as PMEs, que concentram a maioria dos empregos formais, segundo o Sebrae, benefícios de saúde que facilitem a rotina são elemento decisivo na atração e retenção de talentos.

Há, porém, efeitos colaterais que exigem atenção: a automação promete reduzir custos e acelerar processos, mas pode agravar a exclusão de quem tem menor acesso digital, aumentar demandas por fiscalização sobre decisões automatizadas e elevar riscos relacionados à privacidade de dados. A pesquisa do Datafolha é um retrato do momento — confirma liderança de marca, mas também aponta que a consolidação dessa vantagem exigirá equilibrar eficiência tecnológica com inclusão e supervisão regulatória.