Danilo Neves Pereira, 35, é procurado na Argentina desde que deixou de dar notícias após um encontro marcado por aplicativo em 14 de abril. O brasileiro, natural de Goiás e que por 12 anos lecionou inglês no Centro de Línguas da UFG, enviou a um amigo a imagem do destino — Avenida de Mayo, 748 — antes de perder contato. O local fica a poucos quarteirões da Praça de Maio e da Casa Rosada, numa área central e monitorada de Buenos Aires.
A Rede Solidária, principal organização argentina dedicada à busca de pessoas desaparecidas, mobilizou suas sedes e voluntários — são 74 unidades e cerca de 1.200 colaboradores desde a criação do grupo em 1995 — para localizar Danilo. A entidade tem pedido colaboração para identificar amigos e contatos do brasileiro para organizar a procura e acelerar a obtenção de imagens de segurança e registros de sinal de celular na área indicada.
A Polícia da Cidade de Buenos Aires investiga o caso. O Consulado do Brasil em Buenos Aires informou que foi acionado e prestou assistência aos familiares, lembrando, porém, que não tem competência para conduzir investigações locais. Especialistas ouvidos por veículos internacionais destacam que a pressão diplomática, especialmente nos primeiros dias, costuma incrementar o ritmo dos inquéritos e o acesso a provas como imagens e cruzamento de dados telefônicos.
A Rede Solidária e parentes pedem que autoridades brasileiras e a imprensa local mantenham atenção sobre o caso para evitar perda de tempo em uma investigação considerada sensível à janela inicial de buscas. Até o momento não há informações públicas sobre progressos nas linhas de investigação; fontes oficiais reforçam que os próximos passos dependem da análise das câmeras e do rastreamento do celular de Danilo.