A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira confirma Lula (PT) na dianteira para o primeiro turno, com 42% das intenções de voto ante 37% de Flávio Bolsonaro (PL). O resultado é praticamente estável em relação à rodada anterior — o petista tinha 40% e o candidato do PL, 37% — com a oscilação de Lula dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.
No segundo turno, o levantamento mantém o cenário de empate técnico: 46% para Lula e 44% para Flávio, repetindo a proximidade que vinha sendo registrada nas últimas semanas. Entre os demais, Augusto Cury (Avante) aparece com 5% (ante 6% antes), Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, e Renan Santos (Missão) subiu para 4%. Brancos e nulos somam 3% e 2% dos entrevistados se declararam indecisos. A pesquisa entrevistou 2.000 eleitores de 16 anos ou mais, entre 25 e 27 de setembro, com intervalo de confiança de 95% e registro no TSE (BR-07557/2026).
O levantamento capta um cenário competitivo em que fatos de campanha e investigações podem influenciar a percepção do eleitor. Reportagens sobre pedidos de recursos ligados à produção do filme 'Dark Horse', viagens e a existência de inquérito no STF sobre o tema colocam pressão sobre a candidatura de Flávio. Por outro lado, discursos públicos de Lula — incluindo críticas às apostas eletrônicas e menções a possíveis interferências externas, levadas ao TSE e ao STF pela campanha — mantêm a disputa politicamente aquecida.
Do ponto de vista estratégico, os números acendem alerta para ambos os lados: a vantagem de Lula no primeiro turno não assegura vitória no segundo e o empate técnico exige ampliação de base, foco nos indecisos e controle de narrativas em tribunais e nos meios de comunicação. Em um cenário apertado, episódios judiciais, revelações e a gestão das controvérsias podem pesar tanto quanto o desempenho nas agendas de campanha.