A nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (13), confirma um quadro estável na corrida presidencial: em simulação de segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 47% das intenções de voto contra 44% do senador Flávio Bolsonaro — resultado compatível com empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos. O levantamento foi realizado por telefone entre 10 e 12 de julho, com 2.003 eleitores de 16 anos ou mais, registro BR-07981/2026.
No primeiro turno, o petista oscilou de 42% para 40% — variação dentro da margem de erro — enquanto Flávio manteve 34%. Outros nomes pontuam em patamares bem distantes: Ronaldo Caiado tem 5%, Renan Santos e Romeu Zema aparecem com 4% cada, Joaquim Barbosa e Augusto Cury somam 2% cada, e Aécio Neves registra 1%. Na pesquisa espontânea, Lula lidera com 35% e Flávio com 24%.
Em confrontos diretos, Lula venceria Zema por 47% a 40% e Caiado por 47% a 38%; frente a Renan, o petista teria 49% contra 35%. Em provas de competência, Lula lidera em direitos das mulheres (52% a 38%), redução da desigualdade (50% a 39%), educação (48% a 43%) e saúde (47% a 41%). Flávio aparece à frente em controle da inflação (47% a 43%), segurança pública (53% a 38%), combate à corrupção (44% a 37%) e enfrentamento ao crime organizado (53% a 34%).
A pesquisa também sondou repercussões do vídeo publicado por Michelle Bolsonaro: 35% dizem não conhecer o episódio; 20% acompanham bem; 17% conhecem e entendem do que se trata; 27% ouviram falar, mas sabem pouco. Quanto ao impacto na candidatura de Flávio, 40% acham que não haverá efeito, 27% avaliam impacto muito negativo e 19% pouco negativo. Entre rejeições, Aécio lidera com 61% de quem diz que 'não votaria de jeito nenhum', seguido por Flávio (50%) e Lula (46%).
A avaliação do governo se manteve relativamente estável: 41% consideram a gestão ruim ou péssima, 35% ótima ou boa e 24% regular — pequenas oscilações em relação ao mês anterior. O retrato é de estabilidade numérica, mas com sinais políticos claros: empate técnico no segundo turno e taxas de rejeição elevadas colocam ambos os polos sob pressão e exigem reforço de estratégias. É um retrato do momento, não uma previsão definitiva; os números apontam para um duelo ainda competitivo e sujeito a oscilações até 2026.