O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado saiu em defesa do pré-candidato mineiro Romeu Zema em ato realizado em Belo Horizonte e afirmou que a inclusão do nome do adversário no inquérito das fake news do STF representaria um excesso da Corte. A reação se dá depois da repercussão de um vídeo no qual bonecos que imitam ministros discutem o caso Master; Gilmar Mendes encaminhou queixa-crime a Alexandre de Moraes.

Para Caiado, a movimentação judicial fere o direito de expressão e ultrapassa as atribuições da Suprema Corte, argumento que busca enquadrar como violação de limites institucionais. No plano político, aliados de Zema já interpretam a ação como combustível para a narrativa do presidenciável contra o STF, o que, segundo analistas, pode ampliar a polarização em torno do tema nas pré-campanhas.

A agenda do goiano em Minas não contou com o governador Mateus Simões, correligionário do PSD que, segundo Caiado, deve apoiar Zema e tem encontro marcado com ele nesta sexta-feira em Uberaba. Caiado relativizou a ausência de palanque local e afirmou ter confiança de que sua candidatura ganhará visibilidade com o avanço dos debates eleitorais, usando tom coloquial para enfatizar sua convicção.

Além do efeito imediato sobre a campanha, a disputa expõe um dilema institucional: decisões do Judiciário contra atores políticos sensíveis tendem a reforçar discursos de vitimização e a complicar o ambiente eleitoral. Se for percebida como extrapolação, a iniciativa pode tanto desgastar a imagem do STF entre eleitores quanto fortalecer candidaturas que adotam postura anti-establishment.