A Caixa Econômica Federal foi eleita pela quarta vez seguida como a melhor instituição em crédito imobiliário entre residentes das classes A e B na cidade de São Paulo, segundo levantamento O Melhor de São Paulo Serviços, realizado pelo Datafolha. O banco concentrou 23% das menções dos 1.008 entrevistados, em sondagem feita entre 5 e 13 de fevereiro, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O resultado é um retrato do momento na capital, não uma previsão de desempenho futuro.

A percepção favorável à Caixa coincide com mudanças operacionais lançadas em 2025: aumento das cotas de financiamento (até 80% pelo sistema SAC e 70% pela Price), elevação do teto de imóveis financiáveis de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, retomada da possibilidade de uma mesma pessoa contratar mais de um financiamento com recursos do SBPE e novas linhas para construção dentro do programa Reforma Casa Brasil, com R$ 30 bilhões destinados a famílias de renda até R$ 9,600 e outros R$ 10 bilhões do SBPE para faixas superiores. Os novos critérios também inserem elementos de sustentabilidade, por meio do Selo Casa Azul Uni.

O desempenho operacional respalda a liderança: em 2025 as contratações de crédito imobiliário da Caixa somaram R$ 246,4 bilhões, alta de 10,2% ante o ano anterior, com carteira imobiliária de R$ 938 bilhões. A instituição reportou lucro líquido contábil de R$ 16,1 bilhões, aumento de 18,7%, e diz contar com 157,2 milhões de clientes, mantendo cerca de 67,7% de participação no crédito imobiliário nacional. Esses números explicam a força da marca e sua centralidade na política habitacional do país.

Do ponto de vista político e econômico, a vitória na pesquisa reforça a função da Caixa como principal instrumento público de acesso à moradia — resultado que fortalece a agenda do governo de expansão do crédito habitacional. Ao mesmo tempo, a concentração de peso em um único agente levanta questões sobre dependência institucional e desafios estruturais do setor: ampliar oferta, regularização fundiária e efeitos distributivos não se resolvem apenas por aumento de limites e linhas de crédito. Em suma, a boa colocação na pesquisa é notícia positiva, mas não elimina a necessidade de respostas mais amplas para o déficit habitacional e para os riscos associados à forte centralização do crédito imobiliário.