Classe do colombiano no Mineirão: Cassierra foi peça central na vitória do Atlético-MG sobre o Cruzeiro, participando diretamente dos três momentos decisivos — assistência no primeiro gol, origem da jogada que resultou no pênalti do segundo e finalizando com uma cabeçada no terceiro. O desempenho recoloca o centroavante como opção consolidada para a posição mais carente do elenco.
Os números ajudam a explicar a ascensão. Em pouco mais de três meses, disputou 18 jogos (cinco como titular) e marcou quatro gols, sendo vice-artilheiro do time ao lado de companheiros como Dudu e Reinier. Nas últimas cinco partidas teve sequência como titular em três delas, com dois gols e uma assistência — evidências de que a continuidade vem sendo determinante para o jogador.
O contraste com Júnior Santos é evidente e incômodo do ponto de vista administrativo. Contratado por valor superior a R$ 44 milhões, o atacante registrou 28 jogos e apenas dois gols antes de ser emprestado ao Botafogo, com custo por participação em gol estimado em cerca de R$ 12 milhões. Cassierra, contratado por cerca de R$ 40 milhões, precisou de menos jogos para superar o aproveitamento do antigo titular: uma comparação que reforça questionamentos sobre eficiência nas contratações.
Houve resistência inicial: Sampaoli o via mais como opção de segundo atacante e demorou a dar sequência. Hoje, com mais minutos e influência, Cassierra evita rótulos e pede trabalho jogo a jogo, sinalizando que a principal exigência do clube — consistência do homem-gol — ainda depende de confirmação em mais partidas. Para o Atlético, fica a esperança de que o investimento renda resultado, mas também a cobrança por manutenção de desempenho diante do custo e das alternativas no elenco.