O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), manifestou nesta quinta-feira reação à decisão judicial que resultou na soltura de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel. Em publicações nas redes sociais, o prefeito disse sentir “perplexidade” com o perdão judicial, mas afirmou que a Prefeitura manterá a demissão da ex-servidora da rede municipal de ensino.

A soltura de Monique foi determinada pela juíza Elizabeth Machado após o Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri reclassificar a acusação de homicídio doloso para homicídio culposo. Ela foi considerada culpada por omissão na tortura do filho de 4 anos e recebeu pena de 1 ano e 4 meses em regime aberto. Como o período de reclusão já foi cumprido, a Justiça autorizou a imediata liberdade, segundo a decisão.

Cavaliere disse respeitar o cumprimento da decisão judicial, mas insistiu que a Prefeitura tem o dever de zelar pela segurança e pelo ambiente das salas de aula. O prefeito afirmou que não medirá esforços para que a ex-servidora não retorne aos quadros do município, reiterando prioridade à proteção e ao respeito às crianças nas unidades escolares.

O episódio tende a reacender debate público sobre os limites entre a esfera penal e a administrativa: enquanto o Judiciário aplicou a pena e concedeu a soltura, a gestão municipal opta por manter a sanção disciplinar. A controvérsia expõe a tensão entre decisões judiciais e critérios de segurança adotados por políticas públicas de educação.