O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, saiu em defesa da indicação de Jorge Messias, atual ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Em manifestação pública, Alban vinculou o apoio à atuação de Messias na AGU, que, segundo ele, colaborou com medidas voltadas à previsibilidade e à transparência para o setor produtivo.

Alban apontou a insegurança jurídica como o principal entrave à atração de investimentos e à geração de empregos, e colocou a nomeação no contexto de iniciativas mais amplas de planejamento econômico — citando, por exemplo, o projeto Brasil 2050, que tem entre seus pilares a defesa de regras estáveis para negócios. A leitura da CNI é que a escolha do indicado pode ter efeitos concretos sobre o ambiente regulatório e a confiança empresariais.

A sabatina de Jorge Messias pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado está marcada para o dia 28; a expectativa é de que o nome seja levado ao plenário no mesmo dia. A intervenção da principal entidade representativa da indústria chega em momento sensível do processo, quando senadores avaliam tanto critérios técnicos quanto repercussões políticas de suas decisões.

Do ponto de vista político, o endosso da CNI funciona como um fator de pressão favorável ao indicado, ao mesmo tempo em que eleva o custo de eventuais resistências por parte de parlamentares preocupados com a reação do setor produtivo. Ainda assim, apoio empresarial não garante unanimidade: a confirmação dependerá do balanço entre avaliação técnica, articulação política e compromissos de campanha dos senadores.