O clássico no Mineirão terminou em campo com a vitória do Atlético-MG por 3 a 1, mas fora das quatro linhas o jogo gerou um registro que pode custar caro ao Cruzeiro. Na súmula, o árbitro Flávio Rodrigues anotou o uso de laser vindo da arquibancada, arremesso de copos e, já nos minutos finais, o lançamento de parte de um assento em direção ao assistente número dois, Alex Ribeiro.

Segundo o documento da partida, o uso do laser ocorreu ainda no início do primeiro tempo e o delegado foi acionado para que o alerta sobre a infração fosse exibido nos telões do estádio. Aos 33 minutos do segundo tempo, com o placar em 3 a 0 a favor do Atlético, torcedores lançaram copos em direção ao gramado. Na reta final, após gol de Kaio Jorge, foi registrada a maior gravidade: um fragmento de cadeira arremessado na direção do auxiliar.

As ocorrências serão encaminhadas ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva. O Cruzeiro pode ser enquadrado no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata da responsabilidade objetiva do clube por atos de seus torcedores. As sanções previstas vão de multa à perda de mando de campo; a pena pode ser atenuada se o clube identificar e comprovar os responsáveis.

Além do revés esportivo, o episódio coloca questão concreta sobre segurança e controle nas arquibancadas, com risco de prejuízo financeiro e esportivo para o clube. Para o Atlético-MG, a vitória ameniza os dias turbulentos, mas para o Cruzeiro a partida pode resultar em mais consequências fora do campo do que dentro dele.