A Cultura Inglesa foi apontada pela 17% dos moradores das classes A e B de São Paulo como a melhor escola de idiomas numa pesquisa Datafolha — levantamento que ouviu 1.008 pessoas entre 5 e 13 de fevereiro, com margem de erro de três pontos. É a 12ª vez que a rede recebe esse reconhecimento, num mercado competitivo e sensível à qualidade percebida.
Além do prêmio, a instituição registrou crescimento de 16,5% no número de alunos com 60 anos ou mais em um ano: são 474 matrículas nessa faixa etária, das quais 60% são presenciais. A direção afirma que a tendência de 'lifelong learning' impulsiona a demanda e anunciou, para 2026, cursos em grupos pequenos e turmas exclusivas para esse público — formato já testado em uma franquia em Sorocaba.
Os motivos para o ingresso de gerações maduras variam — hobby, carreira, viagens ou comunicação com familiares no exterior — e também carregam implicações sociais. Especialistas citados pela reportagem apontam que aulas em grupo ajudam na socialização e trazem ganhos cognitivos que podem atuar como fator de prevenção contra problemas como a demência. Dados do IBGE reforçam o contexto: um em cada cinco lares é unipessoal e 40,5% desses moradores têm 60 anos ou mais.
Para o setor, a mudança demográfica representa oportunidade de mercado e necessidade de adaptar oferta e metodologia. Para o poder público e políticas educacionais, o fenômeno sugere demanda por programas que ampliem participação social de idosos. No plano empresarial, consolidar a preferência repetida do Datafolha é vantagem competitiva — mas exige resposta operacional para escalar turmas e manter qualidade percebida.