A avaliação do governo do presidente Lula se manteve estável na pesquisa mais recente do Datafolha: 38% dos entrevistados consideram a gestão ruim ou péssima, 32% a avaliam como ótima ou boa e 28% a classificam como regular. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 139 cidades entre 22 e 23 de julho, com margem de erro de dois pontos e registro BR-01166-2026.
Os números repetem o padrão observado nas rodadas de maio e junho, e o instituto ressalta que o resultado não incorpora, de forma plena, o efeito político e econômico da nova rodada de sobretaxas dos Estados Unidos. As medidas americanas foram anunciadas em 15 de julho e reforçadas por alegações de trabalho análogo à escravidão em 22 de julho.
No conjunto, a aprovação do governo oscilou para 49%, contra 48% de desaprovação — troca dentro da margem de erro. O histórico recente mostra volatilidade: entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025 o índice ótimo/ bom já havia caído de 35% para 24% em momento de crise política e econômica.
O levantamento detalha diferenças por grupo: o governo é mais malvisto entre homens (43% ruim/péssimo), no Sul (46%), entre quem tem curso superior (48%) e evangélicos (51%). Recebe avaliação mais positiva entre católicos (38%), os mais pobres (39%), idosos acima de 60 anos (42%) e nordestinos (45%). Saúde, segurança e economia seguem como principais preocupações da população. Para o governo, a pesquisa acende um sinal de alerta: apesar de o chamado 'tarifaço' não ter repercutido ainda nas intenções gerais, os dados mostram limite de espaço para ganhos e indicam risco político caso a disputa comercial escale e afete preços ou emprego antes de 2026.