Uma pesquisa do Datafolha com moradores da cidade de São Paulo das classes A e B registrou, pela primeira vez, um empate técnico entre Itaú (7% das menções), Bradesco (6%) e Banco do Brasil (5%) como melhores em previdência privada. O levantamento ouviu 1.008 pessoas entre 5 e 13 de fevereiro, com margem de erro de três pontos percentuais, o que explica o empate entre as três marcas.

O resultado coincide com dados da Fenaprevi: segundo o relatório baseado em janeiro de 2026, 11,2 milhões de brasileiros já têm planos de previdência privada —alta de 13,2% em 12 meses— e 99,4% dos 13,7 milhões de planos ativos estão em fase de acumulação. O retrato confirma que o segmento é relativamente jovem e tem espaço para ampliação.

As instituições enfatizam estratégias distintas para conquistar clientes. O Banco do Brasil vem combinando capilaridade de agências e canais digitais; o Itaú investe em especialistas e atendimento remoto; e o Bradesco lança produtos como o 'Proteção a Dois', desenhado a partir de dados do Censo 2022 e do IBGE, que busca nichos como casais sem filhos com custo reduzido em comparação a duas apólices separadas.

Do ponto de vista do mercado, o triplo empate e os números da Fenaprevi apontam concorrência crescente e necessidade de inovação em canais e produtos. Com penetração ainda baixa —a pesquisa Fenaprevi/Datafolha de 2024 mostrava 9% de adesão entre adultos e 29% de intenção quando estimulados—, a batalha entre bancos tende a pressionar oferta, ampliar acesso e alterar dinâmica de preços e atendimento, beneficiando consumidores, mas exigindo atenção regulatória.